Boletim fHist

Confira algumas atrações de cada dia do Festival de História em Diamantina, Minas Gerais

Alice Melo e Felipe Sáles

  • Confira aqui, dia por dia, algumas atrações do Festival de História, que acontece neste fim de semana e vai até o dia 12 de outubro em Diamantina, Minas Gerais. A programação completa você confere no site do fHist.

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    Sexta-feira no fHist:

    Nesta sexta-feira, a partir das 19h30, a solenidade de abertura será feita pelo curador, Luciano Figueiredo, e o coordenador do festival, Américo Antunes. Em seguida, haverá uma conferência inaugural com o tema "Interpretação e usos da História”, com historiador e cientista político Bóris Fausto.

    Depois os participantes e palestrantes seguem em procissão festiva pelas ruas de Diamantina, ciceroneados pela tradicional seresta da cidade, marcando o início do festival.

     

    Sábado no fHist:

    As palestras começam cedo, a partir das 10h, e seguem durante todo o dia. Às 14h, por exemplo, acontece na Tenda dos Historiadores a mesa “O poeta e os rumores da inconfidência”, com Tarcísio Gaspar e Sérgio Alcides. Às 16h, é os anos de chumbo invadem o festival com um debate intitulado "Ditadura: mitos e controvérsias", com Godofredo de Oliveira Neto e Silvio Tendler.

    O dilema entre palestras e oficinas promete permear a estadia dos visitantes. Até terça-feira, por exemplo, das 14h30 às 17h, acontece a oficina “Narrativas Históricas e as linguagens audiovisuais”, com três temas ligados à história de Diamantina: a Quadrilha dos Vira-Saias, Chica da Silva e Padre Rolim, e o Beco do Mota e a Ditadura Militar.

    A parte cultural também não fica de fora. Até o dia 12 acontece na Biblioteca Antônio Torres a exposição “Diamantina nas páginas da História”. Estarão expostos vários jornais da época que contam a história de forma cronológica da cidade de Diamantina. A visita contará será ainda guiada por um hiustoriador contando cada evento do município.

    Depois, para relaxar, bares e restaurantes do Centro da cidade contarão com performances artísticas até terça-feira.

     

    Domingo no fHist:

    Na terra de Chica da Silva, ela não poderia ficar de fora. Às 14h, Junia Ferreira Furtado e Ana Maria Nóbrega Miranda, especialistas no assunto, debate na mesa "Chica, a verdadeira".

    Já às 17h, em "Histórias para muitos", o debate pega fogo com Eduardo Bueno e Lucas Figueiredo debatendo os desafios de jornalistas e historiadores diante de um mercado editorial que clama pelo passado. Como levar para um público amplo o conhecimento histórico produzido com rigor e qualidade, sem vulgarizar o passado?

     

    Segunda no fHist:

    A segunda-feira não será de moleza no festival. Logo às 10h, José Newton Meneses e João Azevedo Fernandes falam dos hábitos impostos pela colonização portuguesa. Ainda assim, muitos souberam reinventá-la: em vez de vinho, preferiram a cachaça, e até a religião católica acabou sendo mesclada a elementos indígenas e africanos. Dessa miscelânea, surgiu um jeito genuinamente brasileiro nas formas de alimentação e devoção. É o que estará posto à Mesa "Comer, rezar, beber".

    Em seguida, haja polêmica. Às 16h, Paulo César Araújo e Jorge Ferreira debatem "A biografia e os seus fantasmas". Paulo César, por exemplo, promete contar todas as intempéries por que passou com a biografia não autorizada de Roberto Carlos, que acabou sendo retirada das livrarias (como pode ser visto nesta reportagem). Já às 18h, Márcia Regina Ciscati e Luciana Sandroni debatem na Mesa "“Walt Disney e Monteiro Lobato: o sonho das crianças tem cor?”. A ideia é discutir como ambos traduziram em palavras e imagens a sensibilidade do mundo infantil - e como, nos dias de hoje, suas obras vêm passando por releituras controversas.

    Para relaxar, haverá um concerto "Sons da Cidade, com Odette Ernest Dias e um orquestra formada por músicos locais na Igreja de São Francisco.

     

    Terça no fHist:

    Às 10h, o tempo fecha na Mesa "Tempos sombrios. Heloísa Starling e Marieta de Moraes Ferreira vão falar sobre sobre a criação da chamada Comissão da Verdade, a fim de investigar casos de violação dos direitos humanos cometidos no país durante o período. Já Luiz Mott e Caio Boschi, às 17h, se debruçam no tema “Inquisição, pecadores e os tormentos da fé”.

    Simultaneamente, várias oficinas acontecem no festival. Hoje, por exemplo, das 13h às 18h, acontece “Fragmentos móveis – Um olhar sobre Diamantina a partir das mídias móveis”. A ideia é mostra o universo da produção audiovisual por meio da realização de mini-curtas sob o tripé “patrimônio, memória e identidade”.

     

    Quarta no fHist:

    Hoje é o último dia da exposição “Diamantina nas páginas da História”, que traz jornais com notícias sobre a história de Diamantina, contada de forma cronológica e com uma visita guiada. Às 10h, Fernando Novais faz a última Mesa como tema "Viver a História". As 11h30, está prevista a cerimônia de encerramento.

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