James Green

“As maiores manifestações populares são as do movimento LGBT.”

Marcello Scarrone

  • (Foto: Felipe Varanda)Chegado ao Brasil para ficar seis meses, acabou ficando seis anos. E não ficou por aí: voltou inúmeras vezes e vasculhou arquivos nacionais, em trabalhos que fizeram dele um dos mais respeitados brasilianistas da atualidade. James Green lembra que o interesse pelo Brasil começou nos tempos de sua militância contra a Guerra no Vietnã: “Fazia parte de um coletivo que estudava a realidade latino-americana e integrei-me numa campanha contra a tortura no Brasil”. 
     
    Professor de História Latino-americana na Brown University, nos Estados Unidos, sua produção acadêmica tem como foco, de um lado, a história da homossexualidade no Brasil, à qual dedicou livros e artigos, resgatando o passado e abrindo perspectivas de compreensão para o presente; e, de outro, o importante e pouco conhecido papel de setores da sociedade norte-americana na oposição ao regime militar brasileiro.  
     
    Participante da luta contra a ditadura, Green analisa também as dificuldades para as esquerdas em aceitar em suas fileiras membros e temáticas homossexuais, de que tratará também em seu próximo volume sobre o militante Herbert Daniel. Na entrevista, concedida à nossa equipe na Universidade Federal do Rio de Janeiro, não evitou tons polêmicos: “Diz-se que as passeatas de junho de 2013 foram as maiores manifestações desde as Direitas Já, mas não é verdade: as maiores manifestações populares com reivindicações específicas são as do movimento LGBT (...) a homofobia embutida na narrativa da história do Brasil trata-o como se fosse uma coisa à parte”. 
     
    Revista de História - Como avalia o momento brasileiro em relação à homossexualidade?
     
    James Green - A partir de 1995, há um ressurgimento do movimento fundado nos anos 70, organizações nacionais e regionais entram na cena política e começam a reivindicar uma série de questões. A parada de São Paulo junta mais de 1 milhão, 2 milhões, não se sabe quantas pessoas. Há paradas LGBT até em Tabatinga, no Alto Solimões, a primeira cidade que eu conheci quando cheguei ao Brasil, em 1976, vindo da Colômbia. Ou seja, se em Tabatinga há um Dia do Orgulho LGBT, é a indicação de uma situação nacional. Esse fortalecimento do movimento vem gerando uma oposição homofóbica, religiosa, que vê nele uma ameaça à sua ideologia. Sempre se diz que as passeatas de junho de 2013 foram as maiores manifestações desde as Direitas Já, mas não é verdade: as maiores manifestações populares com reivindicações específicas são as do movimento LGBT. As pessoas se esquecem da homofobia embutida na narrativa da história do Brasil, que não consegue entender esse movimento como legítimo, tratando-o como se fosse uma coisa à parte. 
     
    RH - Como se deu sua aproximação com o Brasil nos anos 1970, uma época tão conturbada?
     
    JG - Comecei a me interessar pelo Brasil nos Estados Unidos, após uma militância contra a guerra no Vietnã. Fazia parte de um coletivo que estudava a realidade latino-americana e integrei-me numa campanha contra a tortura no Brasil. Vim com a ideia de ficar seis meses, fiquei seis anos. 
     
    RH – Participou do crescimento do movimento LGBT no país?
     
    JG - Entrei na Liga Operária, que estava em processo de transformação para a Convergência Socialista, e formamos um grupo para enfrentar a questão LGBT. Paralelamente, estava surgindo o primeiro grupo político LGBT, que ia assumir o nome Somos: Grupo de Afirmação Homossexual. Fiz parte deste grupo e acabei dirigindo sua ala esquerda, porque eu tinha uma visão influenciada pela política da convergência, de tentar construir pontes, ligações com outros movimentos sociais. As greves gerais que surgiram em 1978, em que Lula se destacou como dirigente nacional, foram baseadas na influência do movimento estudantil. Estudantes e trabalhadores abriam espaços para outros setores sociais. Em 1978-1979, houve possibilidade de o movimento LGBT se organizar em São Paulo, depois no Rio e em outros lugares. Paralelamente, surgiu o jornal O Lampião da Esquina, que ajudou muito, porque criou uma referência jornalística em nível nacional. O auge foi, para mim, entre 1980 e 1981, quando o movimento começou a sair do armário para a praça pública, participando de mobilizações contra a discriminação e a favor de outras lutas, dos movimentos negro, feminista e dos trabalhadores. Então a AIDS chega e dá uma pancada forte nas pessoas, que ficam assustadas e desorientadas. O movimento se recuperou lentamente, com alguns polos de atuação, como Luiz Mott na Bahia, e refloresceu no final dos anos 1980 e nos anos 1990. 
     
    RH - Como a esquerda brasileira lidava com a questão da homossexualidade?
     
    JG - Em geral, a esquerda brasileira, desde antes do golpe de 64, adotava posicionamentos tradicionais: repetia discursos católicos moralizantes e noções generalizadas sobre gênero, numa sociedade na qual masculinidade e feminilidade são bastante marcadas com códigos de comportamento que não podem ser rompidos. Havia também influências homofóbicas das revoluções soviética e cubana. Militantes da esquerda tinham preconceitos próprios da sociedade, e em cima deles colocaram a ideia de que a homossexualidade é decadência burguesa e pode acabar com a revolução socialista. Era muito difícil enfrentar isso. O exemplo que dou é baseado na biografia que estou escrevendo sobre Herbert Daniel, que era guerrilheiro e assumiu sua homossexualidade em 1965, 1966. Quando chega ao movimento estudantil e quer entrar numa organização clandestina, percebe que não vai ter espaço lá dentro. Em crise, ele tem duas opções: vou ter uma vida homossexual regular ou vou optar pela revolução e reprimir minha homossexualidade? Ele opta pela segunda via. No exílio, repensa seu projeto revolucionário, reelabora seu passado e a perspectiva de afirmar sua sexualidade.
     
    RH - Seu livro Ditadura e homossexualidades fala de uma aparente contradição entre a repressão ditatorial e o crescimento de locais de sociabilidade voltados para o público gay no mesmo período. Como se explica isso? 
     
    JG - A ditadura teve uma política moralizante, uma visão superconservadora, justamente quando os costumes das classes médias estavam se modificando. No começo dos anos 60, as classes médias eram relativamente conservadoras, mas já em 1965, 67 inicia-se uma liberalização dos costumes no Brasil, apesar da ditadura. As mulheres começam a ter relações sexuais sem ser casadas, a morar com seu namorado, justamente quando a ditadura está tentando impor uma moralidade, especialmente depois do AI-5, com maior censura. Um exemplo clássico, embora ridículo, é o do coronel responsável pela cultura no Rio, que proibiu o concurso de fantasias de luxo no carnaval do Teatro Municipal porque achava que era um incentivo à homossexualidade. Mas, na medida em que não ameaçava a estrutura da ditadura e não se chocava com os coronéis ou os generais que tentavam moralizar os costumes, permitia-se certa liberdade. Com o “milagre econômico” há um crescimento dos espaços LGBT, mais sociabilidade, mais possibilidade de convivência. Cria-se uma comunidade mais visível. Não havia bares ou boates gays no Brasil nos anos 50, só no começo dos anos 60 começam a aparecer esses espaços semiprivados, semipúblicos, onde você pode conhecer o outro e conviver. Nos anos 70 tornam-se mais numerosos, o que ajuda na formação dos primeiros grupos politizados. 
     
    RH – Como o tema da homossexualidade entrou na academia?
     
    JG - Como o movimento norte-americano e europeu cresceu muito desde 1969, nos anos 70 e 80 houve uma produção acadêmica forte, recuperando a história de gays e lésbicas no exército, durante a Segunda Guerra Mundial, e a formação de comunidades, identidades e movimentos. No Brasil, porém, em função da homofobia dentro da própria academia, era muito mais difícil fazer este tipo de produção. Quando resolvi voltar para fazer doutorado, em 1992, escolhi a temática de história social da homossexualidade no Rio e em São Paulo, porque percebi que não havia ainda condições para um brasileiro fazer. Ganhei uma bolsa, conhecia a realidade brasileira, tinha uma formação bastante forte e adorava trabalhar nos arquivos. Havia alguns antropólogos fazendo um trabalho paralelo, mas o meu era o primeiro histórico, e gerou outros trabalhos em outras cidades sobre outras questões, a maioria de literatura, antropologia e sociologia. 
     
    RH – No que consistiu a sua pesquisa?
     
    JG - Escolhi duas cidades, Rio e São Paulo, e comecei a pesquisa a partir dos anos 1860-1870, conseguindo documentar a sociabilidade homossexual na praça Tiradentes, no Rio, até o surgimento do movimento nos anos 1980. Queria fazer um livro mais completo, mas ganhei um concurso, entrei na universidade e tive que defender a tese de doutorado antes de começar a dar aulas. Depois deixei para lá, mas vou fazer um novo capítulo de Além do Carnaval, para atualizar o livro. Também enfrentei homofobia na academia americana. Se tivesse feito meu segundo livro sobre a homossexualidade, as pessoas iriam dizer “Ele toca o samba de uma nota só, não sabe fazer outra coisa, só olha para seu umbigo”. Então resolvi fazer sobre a oposição à ditadura brasileira. 
     
    RH – Como aconteceu o apoio norte-americano ao processo de abertura do regime? 
     
    JG - No meu livro Apesar de vocês, divirjo de várias pessoas que têm uma narrativa muito simplificada, pensando que os americanos controlavam tudo, como se o Brasil não tivesse a possibilidade de fazer um golpe sem a participação americana. Há a ideia de que todos os americanos, que não sabem nada sobre o Brasil, apoiavam. Não é verdade. No começo, por falta de informação, lavagem cerebral, até os senadores mais críticos à política externa do presidente [Lyndon] Johnson apoiaram o golpe. É o caso de Wayne Morse, senador do Oregon, que criticava a intervenção no Vietnã, mas depois de ser chamado à Casa Branca se levanta no Congresso e diz: “Neste momento defendo a democracia contra o comunismo no Brasil”. Um ou dois anos depois, percebe que era tudo mentira, não se tratava de golpe para restabelecer a democracia. Então afirma ter sido enganado, declara sua oposição ao golpe e começa um processo de denúncia do regime. Infelizmente perde seu mandato em 1968, sua voz não vai seguir, mas já em 67/68 um setor do Congresso, influenciado pelo grande movimento contra a guerra no Vietnã, está muito mais receptivo a ouvir críticas sobre a política norte-americana na América Latina. 
     
    RH – De onde vinham essas críticas?
     
    JG - Grupos de clérigos, acadêmicos que estudavam na América latina, ex-voluntários da Aliança para o Progresso, que participaram de projetos como o Voluntários pela Paz, voltam para os Estados Unidos conscientizados sobre o que é a ditadura e começam a organizar uma oposição especialmente sobre a questão da tortura. É a primeira campanha internacional feita nos Estados Unidos sobre a América Latina, e uma pessoa fundamental foi o Marcos Arruda, que era da Ação Popular e foi preso, torturado. A família conseguiu tirá-lo da prisão e ele foi para os Estados Unidos, onde encontrou jovens ativistas católicos, brasilianistas, influenciados por aquilo que seria mais tarde a Teologia da Libertação. Todos juntos começam a organizar uma série de atividades contra a ditadura. Marcos Arruda planeja uma manifestação de protesto em frente à Casa Branca quando Médici visita Nixon em dezembro de 71. É entrevistado pelo Washington Post, descreve suas torturas e em seguida o jornal, em editorial, diz que é uma vergonha para o governo americano o apoio a uma ditadura que estava torturando seus cidadãos. O movimento cresce até 73, quando o golpe do Chile orienta todas essas pessoas para uma questão mais urgente, que era Pinochet e milhares de pessoas no estádio. Paralelamente, acompanham duas queixas contra o Brasil na Comissão Interamericana pelos Direitos Humanos. Em 74, ainda que o governo brasileiro a tenha proibido de visitar o país, a Comissão declara que há graves violações dos direitos humanos no Brasil, e o relator é um americano. Isso é fundamental para toda a América Latina, porque abre um novo discurso sobre os direitos humanos. 
      
    RH - Ao longo do último século, quais foram as principais transformações na representação do homossexual brasileiro? 
     
    JG - Encontrei caricaturas em várias revistas do começo do século XX com o estereótipo do “fresco”: uma pessoa com roupas exageradas, desmunhecando, efeminada, que só quer transar com homem masculinizado. Outro estereótipo daquela época é o do homossexual passivo na cama, que só quer transar com homem com identidade heterossexual. E este o faz não porque tem um desejo, mas por não ter opções femininas, porque é uma oportunidade de ter um alívio de sua pulsão sexual. Basicamente é uma bipolaridade entre a “bicha”, o “fresco” e a pessoa masculinizada, que tem sexo com ele, mas é ativo e por isso se mantém como macho. Isto começa a se modificar nos anos 40, com a noção de que homossexualidade é um desejo, não um comportamento. Surgem situações de dois homens que estão juntos, não necessariamente cumprindo o papel estereotipado do homem efeminado. Depois há uma certa masculinização do homossexual, primeiro nos Estados Unidos e na Europa, e aqui no Brasil nos anos 80/90: é o famoso “Barbie”, a pessoa que gostava de malhar para ser muito forte, vendendo masculinidade para ser atraente para outro masculino. Há outras pessoas com outros desejos. Aparece um cara bem macho, de uma camada social popular, que anda com uma travesti, e você pensa: o que é isso? O que está havendo aqui? Muitas coisas podem acontecer na cama além dos estereótipos relacionados ao gênero.  
     
    RH – Por que existem mais pesquisas sobre a homossexualidade masculina do que sobre lesbianismo, travestis e transgêneros?
     
    JG - As fontes são menos numerosas, as lésbicas eram menos visíveis, em função da opressão da mulher na sociedade brasileira, tinham de criar redes mais clandestinas, era difícil ocuparem um espaço público. O que se registrava eram mulheres que se travestiam de homem, por causa da curiosidade de um jornalista, de um cientista, de um médico, que por acaso entrevistaram uma pessoa e desse caso fizeram uma generalização sobre o lesbianismo no Brasil. Até o surgimento do movimento, é difícil encontrar registros documentais para pesquisar. E também convencer as pessoas a se arriscarem a fazer esse tipo de pesquisa e conseguirem uma vida profissional. As coisas estão mudando, há uma nova geração mais audaz, mais disponível, acredito que nos próximos anos surgirão mais trabalhos. 
     
    RH – A situação dos homossexuais nos Estados Unidos é muito diferente da brasileira?
     
    JG - O movimento americano tem a mesma intenção de se assumir em tudo quanto é lugar, mas as pessoas entendem isso como formar um grupo dentro de sua igreja, na universidade, um grupo social de beisebol, atividades aparentemente não muito políticas, mas importantes porque criam visibilidade, convivência com pessoas não homossexuais. E isso traz tolerância, compreensão, aceitação.
     
    RH – Então o preconceito lá é menor?
     
    JG - Quando se fica no nível teórico, entram os estereótipos, mas se as pessoas se conhecem, se seu filho é gay, ou seu neto, seu tio, seu vizinho, o preconceito começa a se romper. No Brasil, a visibilidade homossexual gera uma reação de ansiedade em pessoas que acham que esse não é o caminho para a sociedade. Mexe com elas de uma maneira curiosa. Por que os homens manifestam violência contra os gays? Talvez sintam uma insegurança em relação à sua masculinidade, necessidade de afirmar para os outros que eles são machos, são fortes, desqualificar pessoas que têm um comportamento diferente. 
     
    RH - E o papel atual da indústria cultural, da mídia?
     
    JG - A propaganda do Boticário para o Dia dos Namorados é maravilhosa. Ela causa uma reação muito forte e então há duas posturas: ou eu vou recuar, “Ah, desculpe, cometi um erro, não vou fazer mais”, como Dilma a respeito do “kit-gay”, “ofendi um setor que preciso que seja meu aliado, então vou voltar atrás”, ou vou dizer, como fez o dono do Boticário, “Não fiz nada errado, todos têm direitos, existem namorados hetero e homo”. Teve coragem, porque pode haver boicote de pessoas que vão para a igreja e escutam o pastor dizendo que é proibido comprar este sabonete porque vai ser imoralidade quando você se lavar com ele. É uma questão de princípios, de ética, mas é mercado também, uma maneira de vender. Eu comprei, todo mundo comprou do Boticário, em solidariedade. 
     
    RH – O que acha da crítica segundo a qual o historiador tem que se manter distante da militância?
     
    JG - Todo o meu trabalho tem um objetivo político. No caso de Além do Carnaval, produzi um exemplo, um modelo para outras pessoas seguirem. Quando dizem que meu livro é um clássico, fico orgulhoso porque meu objetivo era que fosse uma referência. Mas sou treinado como historiador, tenho cuidado de trabalhar as fontes de maneira rigorosa. Ninguém criticou minha metodologia. Outros, a partir das fontes, fizeram leituras muito mais audazes, mas eu não acreditava nisso. Quando a leitura é menos ligada à realidade da fonte, o trabalho é mais fraco. Meu livro Apesar de vocês era fundamental para dizer aos meus amigos brasileiros que lutaram contra a ditadura que eles tinham amigos nos Estados Unidos, cidadãos que passaram anos se sacrificando para apoiar o povo brasileiro. Os Estados Unidos são complexos, assim como é complexa a homossexualidade, a sociedade brasileira é complexa, então se trata de desvendar uma série de estereótipos. Há que se lidar com as contradições. 
     
    Verbetes
     
    Milagre econômico 
    Assim é chamado o período entre 1968 e 1973, quando o Brasil atingiu taxas de crescimento muito elevadas, decorrentes tanto de uma conjuntura internacional favorável quanto da política econômica implementada pelo ministro da Fazenda, Delfim Neto. 
     
    Ação Popular 
    Organização fundada em 1962 e composta basicamente por membros da Juventude Universitária Católica (JUC) e da Juventude Estudantil Católica (JEC), visando às mudanças sociais no país. Durante a ditadura, sobretudo em 1972-73, a maioria de seus militantes foi morta ou detida.
     
    Aliança para o Progresso (1961-69)
    Programa de assistência ao desenvolvimento socioeconômico, com planos custeados pelos países latino-americanos e pelos EUA. Visando impedir uma reprodução do modelo revolucionário cubano no continente, o programa trouxe várias missões ao Brasil. 
     
    Golpe no Chile (1973)
    À derrubada do governo de esquerda presidido por Salvador Allende, por parte dos militares, se seguiu, entre outras medidas, o aprisionamento de milhares de opositores ao novo regime no Estádio Nacional de Chile, em Santiago.   
     
    Propaganda do Boticário 
    Veiculada por ocasião do Dia dos Namorados de 2015, uma propaganda da empresa especializada em artigos de perfumaria se dirige aos possíveis compradores do produto,  tanto casais heterossexuais como casais homossexuais. 
     
    Obras do autor
     
    Apesar de vocês: a oposição à ditadura brasileira nos Estados Unidos, 1964-85. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 
    Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX. São Paulo: Unesp, 2000. 
    Coautoria com POLITO, R. Frescos Trópicos: Fontes sobre a homossexualidade masculina no Brasil (1870-1980).  Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.
    Coautoria com QUINHALHA, R. “Introdução. Ditadura e Homossexualidades: opressão, resistência e a busca da verdade”. In: GREEN, J. & QUINALHA R. (orgs.). Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade. 1. ed. São Carlos: Editora da Universidade Federal de São Carlos, 2014. p. 17-25. 

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