Hebe Mattos

'A prática da escravidão chegou a ser algo que demarcava as fronteiras dos estados brasileiros com os países vizinhos'

Marcello Scarrone

  • “Estamos falando de milhões de pessoas”, enfatiza Hebe Mattos, professora titular da Universidade Federal Fluminense. “Desses milhões”, ela continua, “uma quantidade enorme sequer chegava ao Brasil com vida. E muitos dos que chegavam sobreviviam por pouco tempo”. O leitor já deve suspeitar do que se trata: a vida dos escravos. Impedir que esta história caia no esquecimento tem sido a missão de Hebe Mattos, que atua nas discussões sobre o período pós-abolição, na área da história oral e, principalmente, na preservação da memória das comunidades afrodescendentes.

    O tema fisgou Hebe Mattos ainda na graduação. Em 1987, ela seguiu para a região de Silva Jardim, no Rio de Janeiro, a fim de entrevistar uma família camponesa negra. “A escravidão ainda estava viva na memória das pessoas”, diz ela. Pois este primeiro contato deu frutos: o mestrado, o doutorado e um livro seminal, Ao Sul da História. De lá para cá, ela montou um laboratório de referência onde estão depositadas suas pesquisas, acompanhou o processo de reconhecimento de algumas comunidades quilombolas e fez documentários nos quais o escravo e seus descendentes são o eixo central.

    Nesta entrevista, a professora falou de sua trajetória, do sonho adolescente de ser arqueóloga e do primeiro contato com o tema da escravidão, uma instituição que perpassa todo o país. E ainda contou com gosto suas experiências cinematográficas, comemorou o crescente número de comunidades quilombolas reconhecidas e confirmou a visibilidade cada vez maior das pesquisas brasileiras mundo afora.

    REVISTA DE HISTÓRIA Foi o tema da escravidão que a levou para a História?

    HEBE MATTOS Sempre gostei de História. Quando era adolescente, queria ser arqueóloga. Eu adorava, fantasiava um pouco a ideia da Arqueologia. E, mais tarde, já no segundo grau, o interesse pelas ciências humanas se consolidou. Naquela época, final dos anos 70, eu não tinha muita certeza se realmente havia mercado para um antropólogo, um sociólogo, para uma carreira de cientista social. A História abria pelo menos o magistério, que era algo de que eu gostava também.  Resolvi fazer História e me apaixonei! No final da graduação, fiz um projeto de pesquisa sobre a escravidão em uma região aqui do estado do Rio, Silva Jardim, antiga Capivary, para uma das disciplinas do curso. Nós fomos até lá em busca de arquivos locais e acabamos entrevistando uma família de camponeses negros. Foi quando a questão escravista me pegou.

    RH Ao Sul da História nasceu deste trabalho?  

    HM Sim. Eu comecei entrevistando camponeses negros, pequenos proprietários, produtores de mandioca, que falavam de seus pais, que já eram livres e que remontavam ao final do século XIX. E aquilo parecia muito surpreendente, porque eu tinha uma visão mais maniqueísta e simples da sociedade oitocentista, como se ela fosse formada apenas por escravos e grandes proprietários. Os pequenos lavradores escravistas se tornaram o tema do meu projeto de mestrado e do meu primeiro livro.  Durante a pesquisa, descobri que até 1887, naquela região de pequenos produtores, ainda tinha gente comprando e vendendo escravos. Fiquei muito surpresa com o processo todo. E então saí para o doutorado com a ideia de trabalhar, de entender melhor mesmo a experiência da escravização e o período pós-abolição, de reverter a “invisibilidade” dos ex-escravos depois da abolição.

    RHFoi isso que a fisgou ainda na graduação?

    HM Sim. A escravidão estava em toda parte. Mesmo os ex-escravos, quando ficavam livres, compravam escravos. Havia, de fato, uma legitimidade muito grande. Ao mesmo tempo, isso não eliminava a dimensão trágica da questão, que, nos termos atuais da ONU, foi um crime contra a humanidade. Estamos falando de milhões de pessoas. Desses milhões, uma quantidade enorme sequer chegava ao Brasil com vida. E muitos dos que chegavam sobreviviam por pouco tempo. Há uma trajetória de violência que não pode ser esquecida.
     
    RH O que significava ser negro?

    HM Bom, no século XIX, marcava um lugar social difícil – de escravizado ou de ex-escravizado. E boa parte da população negra livre preferia, nas situações formais de igualdade, não falar de sua cor. Por vezes, isto era mesmo uma reivindicação dos afrodescendentes livres. Por outro lado, os mesmos jornais que diziam “não se deve mencionar a cor das pessoas livres nos recenseamentos, nos documentos oficiais” tinham títulos como “O mulato” ou “O homem de cor”, afirmando uma identidade mestiça.

    RH Mas, no final do século XIX e no início do XX, muitos mulatos já contribuíam para nossa literatura, por exemplo.

    HM Mesmo antes. Havia uma série de figuras públicas, principalmente na literatura, que eram não somente “homens de cor” livres, mas filhos de ex-escravas. É o caso de Machado de Assis, de Luiz Gama e de Antônio Rebouças. Sobre este último, aliás, herói da independência da Bahia, posso contar um caso bastante ilustrativo. Quando seguiu da Bahia para o Rio a fim de ser condecorado por Pedro I, Rebouças foi parado diversas vezes, simplesmente porque era um homem negro, bem-vestido, que estava viajando. Dessa forma, ele tinha que provar que ele era ele! E que estava indo ver o rei. Afinal, sua cor causava suspeita ao longo do trajeto. Eu acho que essa é, basicamente, a situação clássica. Em situações de igualdade, a questão da cor não aparecia ou aparecia muito pouco. Em compensação, toda vez que você saía do círculo dos conhecidos, daqueles que sabiam quem era você e o seu lugar social, a cor era uma marca que causava suspeição. E que, no limite, precarizava a liberdade. Por isso, chamei meu segundo livro de Das Cores do Silêncio; ele terá em breve uma terceira edição pela editora da Unicamp.

    RH E no período pós-abolição?

    HM O risco de precarização da liberdade deixava de existir; a cor já era uma marca mais simbólica de um passado escravo. Mas é incrível como diminuiu ou como são menos visíveis as pessoas públicas reconhecidas como negras ou mestiças na Primeira República. Elas existem, mas têm uma visibilidade menor do que as do Império. É interessante. As figuras, os retratos que existem, muitas vezes enganam. A gente não sabe que se tratava de pessoas importantes e negras. Os retratos embranqueciam as pessoas.

    RH E hoje?

    HM Hoje a questão das políticas afirmativas está na pauta do poder público e da sociedade. Eu sou francamente favorável. Acho que a sociedade brasileira tem realmente uma dívida histórica com as populações afrodescendentes. E, efetivamente, as políticas afirmativas são a única maneira não só de reparar, mas de fazê-lo de uma forma que o problema da desigualdade racial seja eliminado. Isso está começando a mudar, mas é preciso mudar muito mais aceleradamente para que a conexão entre cor e lugar social realmente se desfaça.

    RH O que caracteriza uma comunidade quilombola hoje?

    HM As atuais comunidades remanescentes de quilombos em geral são formadas por um campesinato negro majoritariamente remanescente ou descendente da última geração de africanos escravizados. São grupos que permaneceram no campo em meio a um grande processo de esvaziamento rural a partir dos anos 1970. A Associação Brasileira de Antropologia foi importante por designar e caracterizar as comunidades remanescentes de quilombo, categoria jurídica da nova Constituição, como populações contemporâneas que se identificam como negras porque reivindicam a memória da escravidão.

    RH Como avalia o crescimento do número de comunidades quilombolas reconhecidas?

    HM É um fenômeno interessante. Desde a Constituição de 1988, diversos grupos passaram a reorientar situações de conflito por terras tradicionais, reivindicando a identificação como remanescentes de quilombos. O que era visto como uma desvantagem – ser negro e ter o estigma de ser descendente de escravo – tornou-se uma vantagem em suas trajetórias de luta. O fenômeno tem se ampliado. As comunidades de quilombo estão se constituindo também como reivindicação de lugar de memória. Eu trabalho especialmente com as comunidades aqui do Rio de Janeiro, onde os grupos têm uma ligação muito direta com a última geração de africanos escravizados. As comunidades do litoral, por exemplo, têm uma narrativa tradicional sobre o tráfico ilegal de cativos no século XIX que abre pistas acerca do funcionamento das fazendas de recepção clandestina de escravos, que estavam, havia mais de cem anos, completamente desconhecidas pelos historiadores. Este é o tema do novo documentário do Labhoi, chamado “Passados Presentes. Memória Negra no Sul Fluminense”.

    RH É verdade que a senhora gostava de terminar suas pesquisas sobre o século XIX com entrevistas?

    HM Terminei Ao Sul da História e Das Cores do Silêncio analisando entrevistas. Descobri meio sem querer que havia uma memória do século XIX muito viva nas famílias de camponeses negros do Rio de Janeiro. Como eu estava interessada no pós-abolição e em entender a invisibilidade dos ex-escravos, resolvi me aventurar pela história oral.Em 1994,  fui estudar, aprender a fazer. Montei um projeto no Labhoi (Laboratório de História Oral e Imagem da UFF) que hoje tem mais de quinze anos.  Passei a começar as pesquisas com entrevistas! A ideia era entrevistar camponeses negros do Rio de Janeiro para pensar o período pós-abolição. Foi assim que comecei, junto com a Ana Lugão Rios, da UFRJ. Aos poucos, fui me interessando pela história da memória, para entender como a memória dos entrevistados se transformava ao longo do século XX. Até porque, enquanto eu estava desenvolvendo o projeto, muitos dos entrevistados começaram a se identificar como  remanescentes de quilombo, e isso claramente impactava na forma como eles acionavam as narrativas familiares sobre os antepassados escravos.

    RH Poderia falar de um caso específico?

    HM O quilombo São José da Serra. A Ana Lugão fez a primeira entrevista com a Dona Zeferina em 1994. Era uma família extensa de descendentes de antigos escravizados que estava na mesma fazenda havia muito tempo, 150 anos. Os proprietários mudaram várias vezes e essa família permaneceu. Em 1998, a [Fundação] Palmares nos procurou por causa dessa entrevista. Eles estavam montando o relatório da comunidade para que pudesse ser reconhecida como remanescente de quilombo. Eu acabei participando efetivamente desse relatório e fiz novas entrevistas. Foi aí que entendi o processo de construção da nova identidade quilombola e fiz realmente a história deles. São José da Serra tinha um grupo de jongo importante, e o jongo tinha acabado de ser reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. Então, eu e a Martha Abreu desenvolvemos um novo projeto para pensar a memória do jongo, desta vez trabalhando com entrevistas filmadas. Para isso tivemos o apoio do Edital Petrobras de Patrimônio Imaterial 2005.

    RH É possível consultar essas entrevistas?

    HM Sim. Esses trabalhos geraram um acervo de entrevistas em vídeo que estão depositadas no Labhoi-UFF. Atualmente, são mais de trezentas horas de material audiovisual aberto a consultas e classificado direitinho por assunto. Com base nesse arquivo, nós não só escrevemos livros e artigos como começamos também a fazer filme. Com o áudio das primeiras entrevistas, associado a uma boa pesquisa de imagens de época, eu e Martha construímos o primeiro filme, “Memórias do Cativeiro”. Depois fizemos o “Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, memória e poesia”, que também trabalha a memória da escravidão, porém mais associada à história cultural. Com Matthias Assunção, da Universidade de Essex, desenvolvemos o filme “Versos e Cacetes. O Jogo do Pau na Cultura Afro-Fluminense”, abordando um dos antecedentes da capoeira moderna. Agora, como eu disse antes, estamos às voltas com o lançamento de “Passados Presentes. Memória Negra no Sul Fluminense”. O filme documenta uma tradição oral que faz referência, de forma muito clara, à prática do tráfico ilegal no litoral sul fluminense.  Nossos filmes têm sido muito utilizados por professores e têm tido ampla circulação no circuito universitário internacional. Agora a UFF criou o UFFtube, uma coisa bem bacana, que tem um canal Labhoi,  e ali as pessoas podem ver todos os quatro documentários.

    RH Essa produção em vídeo é importante para a memória, não? É uma outra forma de se preservar...

    HM Acho fundamental. Na verdade, na entrevista de história oral, você produz um conhecimento e também uma fonte de pesquisa. Eu posso analisar a entrevista e uma outra pessoa pode ver/ouvir o que eu fiz e trabalhar a partir daquilo. O audiovisual salienta esse aspecto múltiplo e interativo do material. Para mim, fazer o filme foi aprender uma nova escritura. Creio que, pelo menos no nosso caso, são filmes de pesquisa. São resultado de pesquisa analítica, tanto quanto um artigo ou um livro. E, em geral, eles têm uma densidade de interpretação muito grande. São filmes que funcionam bem nas escolas, com os professores, mas também com os historiadores. E isto é genial. É assim que mais e mais pessoas poderão conhecer figuras importantes como o Seu Manoel Seabra.

    RH Poderia falar um pouco sobre ele?

    HM Nós o entrevistamos pela primeira vez em 1998, e depois, muitas vezes mais. Hoje ele se tornou uma espécie de popstar. O Seu Manoel Seabra é um exímio improvisador, o que faz dele um grande jongueiro, um dos mais antigos do estado do Rio e um grande calangueiro.  É um grande dançarino de jongo e também um exímio lutador do jogo do pau; as sequências de luta dele no “Versos e Cacetes” são antológicas. Ele já dançou a Folia de Reis como palhaço, de modo que não há tradição de cultura popular ou negra no mundo rural fluminense em que ele não seja um virtuose. Agora, qual é a sua história? Seu Manoel Seabra é um velho camponês que viveu e trabalhou no que hoje é o quilombo São José da Serra. Ainda criança, ele chegou a pegar a época do colonato. Depois, quando a fazenda já estava um pouco abandonada, passou a trabalhar com a família e a circular na região como trabalhador rural. Ele é bastante respeitado e tem também uma liderança espiritual, sendo portador de uma memória extremamente precisa de seus antepassados, que remonta aos bisavós escravizados na Fazenda São José, em  meados do século XIX.

    RH E o que é o jongo?

    HM É uma manifestação cultural de canto e dança em roda, com pelo menos dois tambores (o tambor e o candongueiro), solista e coro. Os versos do jongo são cifrados e devem ser decifrados pelos cantadores/improvisadores. Reza a lenda que eles cantavam em código para os senhores e os capatazes não entenderem. Hoje o jongo se tornou patrimônio imaterial do Brasil. Trata-se de uma prática cultural que apresenta ligação extremamente forte com as populações africanas que chegaram à região do café do sudeste do Brasil na primeira metade do século XIX.

    RH Qual é o parentesco entre jongo e samba?

    HM Bom, este é um tema complicado. É difícil estabelecer musicalmente este parentesco. Os musicólogos vão discutir eternamente. Mas, do ponto de vista das práticas, de certa maneira existem várias afinidades. Vamos pensar a história social. Os grupos do Vale do Paraíba praticantes do jongo com certeza vão migrar para as periferias e os morros do Rio de Janeiro. E pelo menos o partido alto parece estar diretamente conectado com os grupos que faziam o jongo. A roda, o verso, o desafio – há uma série de coisas que passam do jongo para o partido alto. E eu acho que, fundamentalmente, os jongueiros estão na base dos primeiros sambistas. Eles são as duas coisas. Martha Abreu, minha parceira de pesquisa e estudiosa da história da música, tem se debruçado sobre isso.

    RH Essas questões envolvendo os quilombolas estão presentes em outras regiões?

    HM Estão, da mesma forma que a escravidão esteve presente em todas as regiões do país. Se há uma instituição que perpassa a história de todo o Brasil é a escravidão. É um tema que desde muito cedo conecta todas as regiões do país. A escravidão passou a marcar, a partir de determinado momento, as nossas fronteiras. Isso porque os nossos vizinhos aboliram a escravidão no processo de independência. A emergência de comunidades remanescentes de quilombo em todo o território nacional simplesmente reflete isso.

    RH Sua pesquisa sobre o campesinato negro acaba fazendo parte também do campo da história agrária?

    HM Sim. E acho, inclusive, que os estudos de história agrária continuam com uma vitalidade bastante expressiva. De certa maneira, eu nunca abandonei totalmente esse campo. Fundamentalmente, o que está na base dos conflitos relacionados aos quilombolas é a terra. São os conflitos de terra que estão agora permitindo dar visibilidade e recuperar a história da escravidão. Talvez a história cultural tenha passado por um grande boom nesses últimos tempos, o que fez com que as pesquisas de cunho mais social e econômico ficassem em segundo plano. Mas os estudos não foram interrompidos, e ainda produzem trabalhos de excelente qualidade.

    RH Essas pesquisas são reconhecidas fora do Brasil?

    HM Sim. Eu mesma estive como professora ou pesquisadora no Canadá, nas Universidades de York e Laval, na França, na EHESS, e nos EUA, nas Universidades de Maryland, Michigan, e na Stanford University. A diáspora africana, a escravidão atlântica, é uma história extremamente conectada. Quem estuda a escravidão tende a ver isso naturalmente. Quando comecei a me interessar pelo assunto, logo percebi que muitas referências essenciais eram em inglês. Em 2008, o pós-doutorado na Sorbonne, com o Luis Felipe Alencastro, foi um momento importante, em que pude também estreitar os laços com o Ciresc – Centro Internacional de Pesquisas sobre Escravidão, coordenado por Myriam Cottias, e aprofundar os estudos sobre a escravidão no Caribe francês. Hoje, eu e Myriam coordenamos um projeto de publicação de uma obra coletiva, com apoio do Brasil e da França, por meio do edital Saint-Hilaire, da Capes. É importante lembrar também que o Festival Internacional do Filme de Pesquisa sobre Memória da Escravidão, uma iniciativa que já está no quarto ano, nasceu ali.

    RH Como é vista a pesquisa brasileira nesses meios?

    HM É muito bem-vista. Os pesquisadores brasileiros são cada vez mais respeitados, convidados e demandados a publicar. Pelo menos na área de história da escravidão, nós temos um time de pesquisadores de primeiríssima qualidade, que são reconhecidos internacionalmente. Nós temos o problema da barreira da língua. Quando a gente escreve em português, o mundo lusófono é grande, mas ele restringe o acesso aos nossos textos. Acho importantíssimo esse tipo de iniciativa da Capes de dar apoio para a tradução de textos brasileiros em inglês e francês. É algo que permite ampliar ainda mais o acesso ao trabalho do pesquisador brasileiro.



    Saiba Mais - Verbetes

    Luiz Gama (1830-1882)
    Obtida sua liberdade aos 18 anos de idade, foi jornalista e advogado. Com sua corajosa atuação nos tribunais, contribuiu para a libertação de centenas de escravos, tornando-se um dos líderes do movimento abolicionista paulista.

    Antônio Pereira Rebouças (1798-1880)
    Advogado, deputado e conselheiro de D. Pedro II. Filho da liberta Rita Brasília dos Santos e do alfaiate português Gaspar Pereira Rebouças. Seus filhos, André Rebouças, Antônio Pereira Rebouças Filho e José Rebouças, foram engenheiros.

    Fundação Cultural Palmares
    Instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura, tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira, ajudando na formulação de políticas públicas que permitam à população negra participar dos processos de desenvolvimento do país.


    Saiba Mais - Livros

    Resgate: uma janela para o Oitocentos. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995. (organizado com Eduardo Cavalcanti Schnoor)

    Das Cores do Silêncio. Os significados da liberdade no sudeste escravista – Brasil, Séc. XIX. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.

    Escravidão e Cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

    Memórias do Cativeiro: Família, trabalho e cidadania no pós-abolição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005 (com Ana Maria Lugão Rios)

    Ao Sul da História. Lavradores pobres na crise do trabalho escravo. 2ª edição revista e ampliada. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2009.

    Saiba Mais - Filmes

    “Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, memória e poesia”. Duração: 45 min. (direção geral com Martha Abreu). Labhoi/UFF (2007).
    “Versos e Cacetes. O jogo do pau na cultura afro-fluminense”. Duração: 37 min. (direção geral com Matthias Röhrig Assunção). Labhoi/UFF (2007).
    “Memórias do Cativeiro”. Duração: 40 min. (direção geral com Martha Abreu). Labhoi/UFF (2005).  
     
    Saiba Mais - Internet

    Memória e música negra [Acervo UFF – Petrobras Cultural]  - www.historia.uff.br/jongos/acervo

    Filmes - http://ufftube.uff.br/user/Labhoi

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