Casas históricas de Diamantina viram palco de orquestra

Divulgada parte da programação cultural do Festival de História (fHist), que inclui até procissão festiva

Felipe Sáles

  • Não serão só palestras e debates que os participantes do Festival de História (fHist) de Diamantina, em Minas Gerais, vão curtir entre os dias 7 e 12 de outubro. Uma programação cultural vai levar o público a uma imersão na história da região, que inclui show, concerto, seresta, vesperata, performances, mostra de fotografia e exposição de jóias especialmente produzidas para o evento.

    Entre os grupos musicais e folclóricos previstos, algumas atrações acabaram de ser fechadas, como a Vesperata, no dia 9 de outubro, um concerto a céu aberto para brindar a chegada do público: na Rua da Quitanda, os músicos ficarão nas sacadas centenárias enquanto o maestro, no meio da rua, vai reger a banda. Nessa manifestação musical típica de Diamantina,o repertório vai da música clássica às canções populares.

     A Grande Seresta do fHist inicia a série de eventos já no dia 7, sexta-feira, a partir das 21h30, quando um grupo de seresteiros tradicionais da cidade Patrimônio Mundial guia os participantes dos debates. A turma segue da Tenda dos Historiadores, montada na Praça Doutor Prado, até a Praça do Mercado Velho, onde, às 22h, será realizada a festa de abertura do festival - com direito a barraquinhas de comidas e bebidas e apresentações musicais.

    DivulgaçãoNo sábado, 8 de outubro, às 19h30, na Casa de Chica da Silva será aberta a exposição de Jóias do fHist, com 18 peças produzidas, especialmente para o festival, a partir das antigas técnicas de coco e ouro, uma especialidade dos joalheiros de Diamantina. Ainda no sábado, a partir das 21h, no Adro da Igreja do Bonfim, Saulo Laranjeira e Saldanha Rolim se apresentam no show “Saulo e Saldanha cantam Vandré e Gonzagão”. A dupla atuou com o compositor paraibano em 1982 no espetáculo “Das Terras de Benvirá”, no Paraguai. Além de composições com a dura realidade do país nos chamados “anos de chumbo”, o repertório é temperado com a arte do pernambucano Luiz Gonzaga.

    No domingo, dia 9 de outubro, a programação começa com o Café da Tecla, tradicional café da manhã, com direito a muita música, servido por bares e barraquinhas do Beco da Tecla. A partir das 10h, no foyer do Teatro Santa Izabel, será aberta a mostra fotográfica “Chicos e Chicas”, com imagens da população que vive às margens do Rio São Francisco, capturadas pela câmara do fotógrafo mineiro Leo Drumond.

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    Já na segunda-feira, dia 10 de outubro, será marcada pelo concerto “Sons da Cidade”, com Odette Ernest Dias e um orquestra formada por músicos locais, às 10 horas, na Igreja de São Francisco. Também foi confirmada a seresta na abertura, uma procissão festiva pelas ruas de Diamantina que vai conduzir os participantes da Tenda da Praça Doutor Prado para a Praça do Mercado Velho, no dia 7 de outubro.

    Enquanto isso, os participantes poderão conferir entre sábado, dia 8, e terça-feira, 11 de outubro, performances artísticas em bares e restaurantes do Centro de Diamantina. Há ainda a opção de conhecer a Feira do Mercado, promovida no Mercado Velho, sempre aos sábados, com produtos hortifrutigranjeiros de produtores locais, artesanato, quitutes e bebidas.

    A programação cultural completa do festival será divulgada na semana que vem.

     

     
     

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