A Arquiduquesa austríaca

Bicentenário da chegada de Dona Leopoldina ao Brasil é tema de seminário e exposição no Museu Histórico Nacional

  • Desembarque da Arquiduqueza D. Carolina Leopoldina no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1817. Gravura de Charles Simon Pradier (1786-1848) feita por volta de 1818.No dia 5 de novembro de 1817, chegou à corte do Rio de Janeiro a primeira esposa de Dom Pedro I, Maria Leopoldina da Áustria. Acompanhada por numerosa comitiva de cientistas, botânicos e pintores, a então arquiduquesa teve papel importantíssimo no desenvolvimento da política do Brasil independente. A imperatriz é tema do Seminário Internacional “Leopoldina e seu tempo: sociedade, política, ciência e arte no século XIX” de 2014, que acontecerá em outubro, promovido pelo Museu Histórico Nacional. O evento também marca a abertura da exposição “Leopoldina – Imperatriz do Brasil”, em cartaz no MHN até o início de 2015. Em entrevista à Revista de História, a organizadora Aline Montenegro Magalhães contou um pouco mais sobre a proposta do seminário.

    Revista de História: Por que falar sobre o bicentenário da chegada de D. Leopoldina com antecedência?

    Aline Montenegro Magalhães: Acreditamos que sempre é tempo para começar a falar sobre algo que está adormecido. A partir do Seminário e da exposição que estamos organizando acreditamos que estaremos chamando a atenção sobre a data. Os debates servirão para chamar a atenção sobre essa mulher, muitas vezes esquecida ou só mencionada como a vítima do marido. É também a maneira de iniciar a proposta para uma troca de experiências de pesquisa entre estudiosos brasileiros e internacionais aumentando a potencialidade de novos saberes.

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    RH: O que vocês esperam alcançar com os debates?

    AMM: Pretendemos colocar a figura da Imperatriz com sua importância política e cultural, no cenário do início do século XIX. Sua contribuição no processo da Independência. Esperamos, assim, possibilitar a divulgação das pesquisas desenvolvidas sobre o tema Leopoldina e seu papel nas Cortes em que viveu, na Europa e na América. É objetivo do evento também instigar reflexões e debates sobre o lugar que a Imperatriz Leopoldina ocupa na historiografia brasileira, bem como na memória nacional.

    RH: Como os estudos sobre Dona Leopoldina podem contribuir para o campo histórico brasileiro?

    AMM: Acreditamos que podem contribuir na medida em que traz à baila uma série de aspectos sobre sua vida, não apenas sob uma abordagem de gênero e biográfica, mas também, segundo outras perspectivas de análise de experiências de vidas que se entrelaçaram, contribuindo para uma configuração científica, artística e política nesse período do século XIX.

     

    Serviço

    Seminário Internacional “Leopoldina e seu tempo: sociedade, política, ciência e arte no século XIX”

    De 14 a 16 de outubro, das 9h às 18h.

    Museu Histórico Nacional

    Praça Mal. Âncora - Centro, Rio de Janeiro.

    Inscrições gratuitas.

    Vagas limitadas (200).

    Certificados de participação emitidos mediante a comprovação de 75% de frequência no evento.

    Mais informações: (21) 3299-0338 ou mhn.pesquisa@museus.gov.br.


    Exposição "Com a palavra D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil"

    Museu Histórico Nacional

    Em cartaz de 16 de outubro até 1º de março.

    Aberto ao público de  3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.
     
    Ingresso: R$ 8. Aos domingos, a entrada é franca.

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