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Lista dos torturadores: a favor ou contra? + RESPONDER

Uma polêmica tomou conta dos comentários da reportagem 'A lista dos acusados de tortura', publicada aqui no site, em janeiro. No final da matéria, que tentava explicar de onde saiu uma lista com 233 nomes de possíveis torturadores do regime militar - encontrada no acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes (doado ao Arquivo Nacional)-, havia a publicação na íntegra deste documento. Muita gente criticou, muita gente apoiou. E você, o que acha disso tudo? Se não conhece a lista ou ainda tem dúvidas, leia a reportagem no link abaixo e volte aqui para comentar. http://www.revistadehistoria.com.br/secao/na-rhbn/a-lista-de-prestes

Postado em 03/01/2012 às 05:17 por Alice Melo

Lista de torturadores

Passei a minha infância na época da ditadura. Não me lembro de uma época tão romântica e criativa como àquela. Na década de 70 as pessoas falavam sem ser diretos, Chico Buarque fez isto muito bem, Cálice!!! Lembro-me de um espírito nativista muito forte e um desejo de ser feliz em toda a nação. Eu não sabia nada de ditadura, só sabia que as coisas aconteciam, Esquadrão da morte, mineira...bem, o tempo passou e hoje existe um desejo muito grande de alguns setores da sociedade de um esclarecimento sobre as atrocidades que aconteceram. É normal que os parentes dos mortos queiram justiça e principalmente que seus nomes sejam limpos. É normal querer indenizações por reparo, cada um com o seu cada um. Mas eu me lembro que a sociedade era ordeira e não gostava de bagunça, quebra-quebra, arruaça, vandalismo...hoje não existe mais limites e o mais triste: memória. Hoje os mesmos terroristas estão no poder assolando a sociedade. Regimes políticos estabelecem a ditadura e matam, roubam, corrompem, mas tudo em nome do partido, da bandeira ideológica, que não pensa...somos frutos de um sistema doente que quer fazer justiça, buscando no passado nomes, mas não tem coragem de encarar o presente e admitir que nada mudou...só a farda, o uniforme, quem matava continua matando e roubando torturando e humilhando, mas buscar culpados no passado é mais fácil e alivia a cosnciência. Abra os arquivos sim!!! Mas para todos, inclusive os que estão na atualidade usurfruindo da lei da anistia, mas travestidos de cordeiros, posto na essência continuam lobos.

Postado em 26/08/2014 às 01:30 por Carlos Alberto Siqueira - #1

Direto ao ponto.

Vivemos em um Estado (vigiado) democrático. Sendo assim, o acesso a documentos PÚBLICOS deve ser irrestrito.

Postado em 12/10/2014 às 04:22 por Marcelo Vasconcelos de O. Torres - #2

É necessário!!!

O Brasil devería seguir o exemplo de outros países, sendo mais rígido na procura de respostas.Pessoas desapareceram durante a ditadura, culminando no sofrimento de diversas famílias que provavelmente sentem um pouco de esperança, nesse processo lento!!!

Postado em 05/04/2015 às 03:07 por samuel - #3

Torturadores

Existem várias formas de torturas e várias ações produzidas por torturadores. Como História é sempre muito importante conhecer-se o ambiente naquele momento, os relatos confiáveis e dados pelos envolvidos e os resultados no que ocorreu. As conclusões são dos leitores. Muito provavelmente, um ladrão que insere uma banana de dinamite e explode uma caixa de banco para roubar e, sendo preso, poderá arguir em um futuro distante que foi torturado pelos policiais que o prenderam. Nesse ambiente de torturadores e torturados há todo um cenário vigente a ser considerado.

Postado em 08/04/2015 às 10:30 por Antonio Fernando - #4

Torturadores

Existem várias formas de torturas e várias ações produzidas por torturadores. Como História é sempre muito importante conhecer-se o ambiente naquele momento, os relatos confiáveis e dados pelos envolvidos e os resultados no que ocorreu. As conclusões são dos leitores. Muito provavelmente, um ladrão que insere uma banana de dinamite e explode uma caixa de banco para roubar e, sendo preso, poderá arguir em um futuro distante que foi torturado pelos policiais que o prenderam. Nesse ambiente de torturadores e torturados há todo um cenário vigente a ser considerado.

Postado em 08/04/2015 às 10:30 por Antonio Fernando - #5

A história é para abrir-se as falhas humanas

Concordo que sim, devem ser publicado os nomes, também julgados contra os crimes mesmo depois da Anistia Geral.

Postado em 18/06/2015 às 05:45 por alano alexandre umbelino de barros - #6

SIM.A direita não pode mais estuprar a História.

A direita acha que pode esconder a História com conversinha mole de dois lados, de terrorista, mimimi. Canalhas, querem saber os nomes da guerrilheiros de esquerda ? Vao no cemitério ou nos arquivos policiais que la tem. Falam de terrorismo hahahahahahahhahahahahahhahahaha Quem foi que tomou o poder financiado por uma potência estrangeira contra o desejo do povo? Não adianta apelar par marcha da família, que hoje nos sabemos que foi orquestrada pela CIA , igreja e empresários, além da pesquisa ibope que foi escondida pelos golpistas na época que mostrava apoio a Jango. Já em 64 os milicos começaram a tortura, incêndios criminosos, e prisões abitrarias como a de JK. A reação armada foi legitima contra um governo que torturava, estuprava e matava, além de arrochar salários do operariado. Coloque a Lista sim a direita nao pode calar a História.

Postado em 17/01/2017 às 02:29 por Marcos - #7

Lista de Crianças Torturadas/Sequestradas pelos militares do Exercito Brasileiro.

Ñasaindy Barret de Araújo, Zuleide Aparecida do Nascimento, Edson Teles, Janaina Teles, João Carlos Schmidt de Almeida Grabois (Joca Grabois), Carlos Alexandre Azevedo, o Cacá que se matou em 2013 ,Adilson Oliveira Lucena, Denise Oliveira Lucena, Ângela Telma Oliveira Lucena, Ivan Seixas, André Arantes, Priscila Arantes, Luis Carlos Max do Nascimento, Samuel Dias de Oliveira, Samuel Ferreira, Carmen de Souza Nakasu, Ernesto Carlos Dias do Nascimento, Paulo Fonteles Filho, Filho-a- de Isabel Fávero, Filho -a- de Nádia Lucia do Nascimento, Grenaldo Erdmundo da Silva entre outras que estão no livro infância roubada. Vale lembrar que algumas dessas crianças so foram libertadas através do sequestro de cônsul Nobuo Okuchi pela VPR da Dilma. Era esse tipo de gente que a guerrilha de esquerda matou: torturadores e estupradores militares como Charles Chandlerm e os terroristas do Rio Centro. Lembremos o Caso Ana Lidia Braga.

Postado em 17/01/2017 às 03:54 por Marcos - #8

Caso Para-Sar

Caso Para-Sar, também conhecido como Atentado ao Gasômetro, diz respeito a um plano terrorista de extrema-direita arquitetado em 1968 pelo brigadeiro João Paulo Burnier para desacreditar e reprimir os oposicionistas ao regime militar que então governava o Brasil. Consistia em empregar o esquadrão de resgate Para-Sar na detonação de explosivos em diversas vias públicas do Rio de Janeiro, atentados esses com potencial para provocar milhares de mortes e que seriam atribuídos a movimentos de esquerda. Na fase secundária da missão, o clima de caos proporcionado pelas tragédias seria usado para encobrir o sequestro e assassinato de quarenta figurões da política brasileira, entre eles Carlos Lacerda, Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. O plano acabou abortado após a denúncia do oficial do Para-Sar Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, que se recusou a cumprir as ordens de Burnier e levou o caso a seus superiores. Na sindicância resultante aberta pelo brigadeiro Itamar Rocha, 37 testemunhas comprovam a acusação. Burnier, no entanto, negou ter planejado o crime, sendo absolvido após o processo chegar aos gabinetes do ministério da Aeronáutica e da presidência da República. Itamar e Sérgio, por sua vez, acabaram afastados dos quadros da Aeronáutica.

Postado em 17/01/2017 às 03:56 por Marcos - #9

SIM.A direita não pode mais abafar a História como fez no caso Ana Lidia.

O caso Ana Lídia refere-se ao assassinato de Ana Lídia Braga, um crime acontecido no Brasil na década de 1970, em plena ditadura militar. A família de Ana Lídia morava na SQN 405, Bloco O, da Asa Norte em Brasília. Ela tinha 7 anos quando a sequestraram do Colégio Madre Carmen Sallés, escola onde foi deixada pelos pais às 13:30 horas do dia 11 de setembro de 1973. A menina foi torturada, estuprada e morta por asfixia, morte que, segundo os peritos que analisaram seu corpo, teria acontecido na madrugada do dia seguinte. Seu corpo foi encontrado por policiais, em um terreno da UnB, às 13 horas do dia 12 de setembro. Estava semienterrado em uma vala, próxima da qual havia marcas de pneus de moto e 2 camisinhas, provas que com facilidade poderiam levar os investigadores aos culpados da atrocidade. A menina estava nua, com marcas de cigarro e com os cabelos mal cortados. Há uma versão de ela ter sido de escola talvez de portal de cor, chamado Maria Lida salvo erro de proximidade depois do crime de Major Rubens Vaz amigo do Herbert Otto Altar, e da frase "talvez eu uma vez matei uma criança no Brasil" por talvez ele a imitar os seus impudentes investigados. Os suspeitos do crime foram o próprio irmão, Álvaro Henrique Braga (que, junto à namorada, Gilma Varela de Albuquerque, teria vendido a menina a traficantes) e alguns filhos de políticos e importantes membros da sociedade brasiliense. Mas os culpados nunca foram apontados, e o caso Ana Lídia se tornou mais um símbolo da impunidade. As investigações apontaram que Ana Lídia foi levada ao sítio do então Vice-Líder da Arena no Senado, Eurico Resende, em Sobradinho. Testemunhas disseram que à noite, Álvaro e a namorada saíram e deixaram a menina com Alfredo Buzaid Júnior, Eduardo Ribeiro Resende (filho do senador, dono do sítio) e Raimundo Lacerda Duque, conhecido traficante de drogas de Brasília. Quando voltaram ao sítio, encontraram Ana Lídia morta. Como o principal suspeito era o filho do então Ministro da Justiça Alfredo Buzaid, uma grande polêmica se formou em torno do caso.Num momento da história nacional em que a ditadura militar controlava as investigações que lhe diziam respeito, como era de se esperar, não houve muito rigor nas investigações. Digitais não foram procuradas no corpo da menina, as marcas de pneus foram esquecidas, e nem sequer se efetuou análises comparativas do esperma encontrado nas camisinhas. E o que era mais estranho: houve uma grande passividade por parte dos próprios familiares de Ana Lídia. A força do poder dominante, para sufocar a divulgação do assunto, pode ser medida por um episódio citado por Jávier Godinho em sua obra "A Imprensa Amordaçada". Em 20 de maio de 1974, jornais, rádios e estações de televisão do país receberam o seguinte comunicado do Departamento de Polícia Federal: De ordem superior, fica terminantemente proibida a divulgação através dos meios de comunicação social escrito, falado, televisado, comentários, transcrição, referências e outras matérias sobre caso Ana Lídia e Rosana. —Polícia Federal

Postado em 17/01/2017 às 03:59 por Marcos - #10